MEC exige volta às aulas, mas gasta R$ 1,6 milhão em publicidade sem falar da pandemia

Valor foi a despesa do Ministério da Educação de janeiro a maio deste ano com campanhas informativas. Embora Milton Ribeiro tenha ido à TV exigir retorno às escolas, pasta não gastou um centavo com o tema

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, entrou em cadeia de rádio e televisão na noite de terça-feira (20) para defender o retorno imediato de todos os alunos às salas de aula do Brasil, em todos os níveis de ensino. Com o típico comportamento bolsonarista de se isentar de responsabilidade o tempo todo, clamou pela volta dos estudantes dizendo que não tinha poder para determiná-la, citando governadores e prefeitos.

No entanto, a rigidez de Ribeiro sobre o regresso dos alunos aos bancos escolares brasileiros contrasta com os gastos de sua pasta para informar a população sobre a pandemia e o ambiente escolar. De janeiro a maio deste ano, o MEC gastou R$ 1,6 milhão em publicidade oficial, mas nenhum tostão para campanhas informativas sobre a segurança da volta às aulas.

A propaganda oficial do Ministério da Educação destinou-se a divulgar as alterações do NovoFundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), o curso ABC, para professores alfabetizadores, inscrições do Sisu (Sistema de Seleção Unificado) e para incentivas diretores de unidades de ensino a preencherem os dados do Censo Escolar, além de uma breve campanha sobre a isenção da taxa de matrícula do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio).

Para especialistas no tema, o fato de o governo Jair Bolsonaro não gastar em campanhas falando sobre a pandemia e seus riscos não é novidade, tampouco causa estranhamento, já que a gestão federal vem ignorando o assunto em todas as áreas.

Via Revista Forum

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *