Putin acionou Lula após Bolsonaro obedecer Trump para não comprar vacina “malígna” da Rússia

Em entrevista ao Fórum Café na manhã desta segunda-feira (15), o ex-ministro da Saúde e deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) afirmou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, acionou o ex-presidente Lula, do Brasil, para evitar que o Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF), que financiou o desenvolvimento da Sputnik V, desistisse de vender o imunizante ao governo Jair Bolsonaro (Sem partido).

Segundo Padilha, o fundo russo estava em contato desde junho de 2020 com o Ministério da Saúde, comandado por Eduardo Pazzuelo, para vender o imunizante desenvolvido pelo instituto Gamaleya, mas “a parceria não andava”.

“O fundo russo desde junho procura construir parceria com o governo brasileiro, com o Ministério da Saúde, com o TecPar, instituto público do Paraná, […] e a parceria não andava, não andava. E chegou uma hora que eles estavam desistindo: o Brasil não vai acontecer, vamos para outros países”, afirmou Padilha.

Nesse momento, com os negociadores prestes a desistirem da negociação, Kirill Dmitriev, diretor do fundo russo, teria visto o nome de Lula entre os signatários de um abaixo-assinado organizado pelo Nobel de Economia Muhammad Yunus, que defende a vacina como bem comum da humanidade e, por isso, deve ser distribuída gratuitamente a todos.

“O diretor do fundo russo viu um manifesto que o presidente Lula assinou, com grandes lideranças internacionais, reinvidicando mais vacinas, e o [Vladimir] Putin [presidente da Rússia] disse: vamos procurar o presidente Lula no Brasil”, disse Padilha, que foi convocado, juntamente com o também ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão, para participar da reunião. “O presidente Lula disse: o Brasil precisa de vacina, de vacinas boas, eficazes e seguras”, complementou.

Trump
Documentos divulgados pelo jornalista norte-americano John McEvoy no portal Brasil Wire revelam que o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, pressionou o presidente Jair Bolsonaro a não comprar a vacina “maligna” Sputnik V, desenvolvida pelo instituto russo Gamaleya.

O pedido ao governo brasileiro consta em documento do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, publicado no relatório anual da pasta em 2020.

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