Gilmar condena corrupção da mídia durante a Operação Lava Jato

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, criticou a mídia, a quem classificou como “corrupta” durante a Operação Lava Jato. Além disso, chamou de “juiz musculoso” Marcelo Bretas, que foi responsável pela operação no Rio de Janeiro e chegou, inclusive, a ser comparado a Moro.

Mendes fez referência ao fato e Bretas ser assíduo frequentador de academias nas horas vagas. O juiz, frequentemente, usa as redes sociais para postar fotos ostentando os músculos.

O ministro se referiu à falta de cultura de alguns magistrados, atualmente. “Minha geração tinha orgulho de carregar livros. Hoje, aparece juiz forte, de tatuagem, coisa estranha. Nós éramos fraquinhos, mas líamos muito. Fazíamos halterofilismo com livros. Agora, nós temos esses personagens todos singulares”.

Em dezembro de 2020, o ministro encaminhou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pedido para investigar a conduta de Bretas. A alegação era que o juiz não enviou à Justiça Eleitoral de Goiás duas ações contra o então secretário de Transporte de São Paulo, Alexandre Baldy.

O ministro determinou que o CNJ seja oficiado para, “diante da recusa do juiz” em remeter o caso ao tribunal goiano, apurar a “eventual responsabilidade funcional do magistrado”.

Mais recentemente, ao apresentar seu voto no julgamento sobre a suspeição de Sergio Moro, Mendes reforçou suas críticas aos métodos da Lava Jato também no Rio de Janeiro.

“A tal 7ª vara do Rio de Janeiro, não sei porque o escândalo ainda não veio à tona, mas o que se fala em torno dessa vara também é de corar frade de pedra”, disse, em alusão à vara cujo titular é Bretas.

Consórcio

O magistrado também não poupou a imprensa, em relação à sua conduta durante a Lava Jato. “Não se chegaria a essa situação sem o consórcio da mídia”. Citou que a operação “tinha galvanizado setores importantes da mídia” e ressaltou que o é imprescindível que o setor faça uma autocrítica, porque todos serão “julgados pela história”.

Mendes lembrou que na época em que o procurador-geral da República era Rodrigo Janot, havia 12 jornalistas para vazar informações. “É uma forma de corrupção da imprensa”.

VIA REVISTA FÓRUM

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