Diretor do Butantan prevê 5 mil mortes diárias por Covid em abril dramático

O mês de abril promete ser ainda mais trágico do que o de março para os brasileiros. Os recordes de número de infectados e de mortos por covid, registrados em março, tendem a ser batidos em abril, avalia o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. Ele alertou para necessidade do que chamou de “medidas amargas de afastamento social”, ao fazer uma previsão dramática: “Passamos a casa dos 3 mil mortos por dia, estamos indo para os 4 mil e vamos chegar a 5 mil mortes por dia”.

Dimas Covas criticou ainda a postura do presidente Jair Bolsonaro, que é contra as medidas de isolamento social: “Ele está fazendo darwinismo social. Expõe as pessoas ao vírus: os resistentes sobrevivem e os outros morrem”, afirma.

Os infectologistas consideram que sem restrições mais duras, o Brasil vai conviver com uma rotina pior de mortes e infectados. Claudio Maierovitch, médico sanitarista da Fiocruz de Brasília, considera que o Brasil caminha velozmente para o precipício, destaca reportagem do G1.

Pesquisadores e cientistas dizem que o país precisa de uma estratégia para controlar a circulação do vírus e, ao mesmo tempo, ampliar a vacinação contra a Covid. “Uma medida de restrição que se possa dar o nome de lockdown ou algo parecido, em que a maior parte das pessoas fica em casa e que todo tipo de aglomeração está proibido e que a frequência a lugares que envolvem atividades que não são essenciais também está proibida”. 

O epidemiologista Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas defende um lockdown nacional: três semanas, o país inteiro fechado, só sai de casa com autorização. Para ele, o governo precisa garantir proteção social para que as pessoas possam ficar em casa e para que as empresas possam ficar de portas fechadas. 

VIA BRASIL 247

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