Procurador confessa que ações contra filhos de Lula foram meio para atingir o ex-presidente

Investigações contra os filhos do ex-presidente Lula nāo foram resultado de crimes, mas do desejo que os procuradores tinham de atingir o líder do PT

Foto: Kiko Sierich

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nesta segunda-feira (22), ao Supremo Tribunal Federal (STF), novas mensagens de procuradores da Lava Jato, apreendidas no âmbito da operação Spoofing. 

Em conversa de agosto de 2016, os procuradores se mostravam descontentes com as provas colhidas contra Lula no caso do tríplex do Guarujá. Um dos procuradores sugere ações contra os filhos de Lula. 

“O STJ está se fechando com a história de que vamos buscar os filhos dos ministros que advogam […] Não vamos pegar Lula se nos limitarmos ao sítio e ao triplex. Precisamos buscar novas linhas, os filhos podem ser o caminho. A JBS é um elo importante. Cresceu um absurdo no gov lula”, afirmou um procurador não identificado. Nas conversas hackeadas, o nome do responsável por criar o chat é suprimido.

O integrante do MPF prossegue dizendo que o maior risco envolvendo a tentativa de investigar filhos de ministros do STJ é o de a atuação ser considerada nula pelo Supremo Tribunal Federal. Ainda sim, afirma, “penso que está na hora de fazermos um planejamento p q já já todos estarão fartos da LJ [“lava jato”]”.

Deltan Dallagnol, então coordenador da “força-tarefa” em Curitiba, diz que não concorda com a possibilidade de nulidade no STF. “Só há chance de nulidade se perdermos opinião púbica. Se perdermos esta, perdemos o caso. Mas se tivermos ela, salvamos o caso. Mantendo a opinião pública, é claro que é convenientes manter o STF por uma série de improtantes razões.”

Carolina Rezende, da PGR, que integrava a equipe do então procurador-geral da República Rodrigo Janot, entra na conversa. “Deltan, p termos certeza a teremos a opinião pública sempre conosco, precisamos assumir posição na briga política do país. Sem isso, tenderemos a desagradar cada vez mais. Pq sem lado, num momento como oq vivemos, todos desconfiam.”

Dallagnol volta a discordar. “Acho que não Carol. Se batermos em todos, com alguma estratégia, creio que mantemos. Aumentamos o número de inimigos fortes, mas isso vai acontecer de qq modo”, afirmou. 

Carolina já está se tornando figura carimbada nos novos diálogos. Conforme mostrou a ConJur em 12 de fevereiro, foi ela quem disse que a prioridade da “lava jato” deveria ser a de “atingir Lula na cabeça”. 

Via Brasil 247

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