Abin vai à Justiça contra revista que revelou relatório da agência para beneficiar Flávio

Foto: Divulgação/PR

O diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem, resolveu mover um processo contra a acusação de que a agência produziu relatórios para ajudar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente, sobre o caso da “rachadinha”.

Ramagem pediu à Advocacia-Geral da União (AGU) que apresente uma interpelação judicial, um tipo de pedido formal para cobrar explicações públicas, contra a reportagem da revista Época. De acordo com fontes da Abin consultadas pela CNN, “com o intuito de restabelecer a verdade”.

As mesmas fontes insistem que “não há qualquer relatório elaborado pela Abin no intuito de subsidiar defesa de qualquer parlamentar”, se referindo a Flávio. 

“Nenhum relatório foi produzido com tema, assunto, texto ou título exposto na reportagem, tampouco a forma disposta não corresponde a relatórios da Abin”, disseram à coluna.

Auditores de Inteligência, nome dado à categoria de servidores que trabalham para a Abin, afirmam que os relatórios de Inteligência seguem padrão específico e que não estariam evidenciados no relatório a que Época teve acesso com o título “Defender FB no caso Alerj demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB”. As iniciais diriam respeito ao nome Flávio Bolsonaro.

Apesar da negativa da Abin, a reportagem da Época afirma que os próprios advogados de Flávio confirmaram a veracidade do relatório. 

Os analistas da CNN Fernando Molica e Leandro Resende apuraram que Flávio Bolsonaro recebeu mensagens com relatórios de funcionários da Abin, e não diretamente do órgão, com orientações para subsidiar a defesa. 

Procurada pela CNN, a defesa de Flávio se recusou a falar, mas não negou a informação da revista Época. 

Via CNN

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