Por mim, teremos uma aliança de toda a esquerda em 2022, afirma Lula

Ex-presidente Lula defendeu a união dos partidos de esquerda nas eleições presidenciais de 2022 para derrotar o avanço da direita no Brasil. “Se depender do PT e de mim vamos ter uma aliança de toda esquerda”, disse, em live com Benedita da Silva

Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a união dos partidos de esquerda visando derrotar a direita nas eleições presidenciais de 2022. “Se depender do PT e de mim vamos ter uma aliança de toda esquerda”, disse Lula em uma transmissão ao vivo ao lado da candidata à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PT, Benedita da Silva, nesta quinta-feira (12).

Para Lula, apesar de enfrentar dificuldades, a direita já está buscando nomes para disputar o pleito presidencial. “2022 já tem vários candidatos. Mas quem está com dificuldade é a direita, que procura Doria (João Doria), Moro (Sergio Moro, Huck (Luciano Huck). Eu vou te garantir que se depender do PT e de mim vamos ter uma aliança de toda esquerda. Agora, o que as pessoas não podem achar é que o PT não pode ter candidato, porque como que pode o maior partido não ter candidato? Mas se tiver gente em condição de disputar melhor que o PT não tem problema nenhum”, disse. 

Na live, o ex-presidente também ressaltou a importância dos partidos terem candidatos próprios, mas observou que esta decisão representa uma chance de formar uma aliança ampla no segundo turno das eleições municipais.

“Todo mundo tem o desejo de construir frente ampla. A gente sempre tentou construir frente ampla sem querer impedir que os partidos tivessem candidato. É muito importante que a gente tenha noção porque os partidos têm que lançar candidato. Dá a chance de colocar o programa, conversar com a sociedade, e tem chance de ir pro segundo turno e fazer uma aliança muito grande”, afirmou. 

“Eu adoraria estar em uma aliança agora com PSOL no Rio e em São Paulo, e em outros estados, mas é normal que o PSOL e o PT queiram ter candidato”, disse. 

“Eu gostaria que o PSOL tivesse apoiado a Benedita no Rio porque a Benedita foi vice do Freixo enquanto ele era candidato. Mas não foi possível, paciência. Vou trabalhar com a hipótese que a gente faça qualquer esforço para não deixar que o símbolo do milicianismo possa continuar governando esse país. O Brasil pode não precisar do Lula, da Benedita, mas não precisa de uma figura grotesca como o Bolsonaro governando o nosso país”, completou.

Por Brasil 247

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