Queimadas recordes no Pantanal e o descaso do governo Bolsonaro

Foto: Montagem

Dois meses depois de começarem os incêndios no Pantanal, o Governo de Bolsonaro pouco tem feito para combater as queimadas que já são consideradas as maiores da história na região. Segundo dados do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), cerca de 15% do bioma já foram atingidos pelo fogo, o equivalente a 2,2 milhões de hectares.

Até o momento, já foram detectados mais de 12 mil focos de incêndios, considerados frentes de queimadas descontroladas, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O maior impacto atinge o conjunto das espécies de seres vivos na região e uma das principais preocupações é a preservação da vida das onças-pintadas, que habitam no Parque Estadual Encontro das Águas. O local se tornou extremamente perigoso para os felinos.

Além do desastre ambiental, que teve origem na ação humana e explosões em cabos de energia elétrica, o atraso do Governo Federal no combate aos incêndios agravou ainda mais a situação. Para o deputado federal Afonso Florence (PT/BA), a situação ambiental do Pantanal, assim com na Amazônia, é resultado do desmonte do Estado feito pelo Governo de Bolsonaro. “O número de fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) teve uma redução de 55%, ou seja, de 1.311, em 2010, para 591, em 2019”, informou Florence. E acrescentou “Está passando a boiada. Sob o governo de Bolsonaro e Salles, os focos de incêndio no Pantanal batem recorde histórico, uma alta de 214% em relação ao mesmo período do ano passado”, enfatizou.

Também segundo dados do Portal da Transparência, o gasto com a contratação de pessoal de combate ao fogo por tempo determinado, somado ao de diárias de civis que atuam como brigadistas, caiu de R$ 23,78 milhões em 2019 para R$ 9,99 milhões neste ano – uma redução de 58%. Em 2020, orçamento para prevenção e controle de incêndios florestais em áreas federais foi reduzido para R$ 38,6 milhões. Em 2019, eram R$ 45,5 milhões e 2018 R$ 53,8 milhões.

Além dos incêndios, o desmatamento é outro problema ambiental do Brasil não combatido pelo Governo de Bolsonaro. Dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, mostram que uma área de 1.359 km² da Amazônia Legal está sob alerta de desmatamento. O estudo de alteração na cobertura florestal inclui as áreas desmatadas e as em processo de degradação florestal (exploração de madeira, mineração, queimadas e outras). O desmatamento no Brasil preocupa o mundo todo. Países da Europa enviaram uma carta afirmando que o aumento do desmatamento dificulta a compra de produtos brasileiros por consumidores do continente.

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