Flávio Bolsonaro vai depor hoje sobre vazamento de operação da PF

O Ministério Público Federal (MPF) confirmou que ouvirá o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) nesta segunda-feira (20), às 14 horas, em Brasília, no âmbito das investigações que apuram vazamentos da Polícia Federal (PF) na Operação Furna da Onça, deflagrada em novembro de 2018. À época, a PF prendeu 22 pessoas, entre elas dez deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

No sábado (18), a defesa do filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já havia informado que o parlamentar seria ouvido por um procurador da República em Brasília, em “condição de testemunha”. Conforme o MPF, por causa da prerrogativa do cargo que exerce, o local, a data e a hora em que gostaria de ser ouvido foram definidos pelo próprio parlamentar.

O filho “zero um” do presidente não estava entre os alvos da Furna da Onça, mas teria tido conhecimento prévio da operação, segundo relatado em uma entrevista do empresário Paulo Marinho à Folha de S.Paulo. Marinho é suplente de Flávio no Senado e cedeu sua casa no Rio para ser “quartel-general” da campanha de Bolsonaro para a Presidência.

Apesar de Flávio não ser alvo direto, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) incluídos na investigação apontavam movimentações atípicas nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do então deputado estadual em seu gabinete na Alerj. Os relatórios alimentaram investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro contra o gabinete de Flávio.

Segundo os promotores, as chamadas “rachadinhas” (quando funcionários do gabinete devolvem parte de seus salários ao parlamentar) eram constantes no mandato do então deputado – Queiroz chefiava as operações. Ele foi preso em Atibaia no dia 18 de junho e, após decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), está detido em prisão domiciliar.

No último dia 2, Queiroz prestou depoimento ao MPF sobre os vazamentos e afirmou que não recebeu informações prévias sobre a Furna da Onça. “Ele não sabe dizer se os outros não sabiam. Ele não sabe afirmar se houve ou não houve o vazamento”, disse o procurador Eduardo Benones, responsável pela investigação no MPF.

Via Vermelho

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