Grupo extremista de apoio a Bolsonaro usava chácara no DF para treinamentos paramilitares, diz polícia

Do G1

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga o empresário goiano André Luís Bastos de Paula Costa como um dos financiadores de grupos extremistas de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na capital. Ele teria cedido a própria chácara, em Brasília, para servir de base para os manifestantes.

A propriedade atribuída a André Luís Bastos de Paula Costa fica na região de Arniqueira, a cerca de 20 quilômetros da Praça dos Três Poderes, e foi alvo de uma operação neste domingo (21). Segundo o delegado Leonardo Castro, da Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor), há suspeita de que o local servia como base do grupo e seria usado para realização de treinamentos paramilitares.

“A gente acredita que esse acampamento era utilizado pelo grupo para reuniões, para treinamentos. Assim como foi utilizado aquele primeiro acampamento que já foi veiculado na imprensa, na região da Rajadinha [Planaltina/DF], onde o próprio grupo declarava treinamentos paramilitares, de inteligência e outros treinamentos relacionados a formação de um grupo, podemos dizer, paramilitar”, afirma o delegado.

O inquérito da Polícia Civil do DF apura ameaças contra autoridades, crimes contra a honra, porte ilegal de armas e milícia privada. A investigação corre paralelamente ao inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF), que apura atos antidemocráticos.

André Luís Bastos de Paula Costa começou a ser investigado após ameaçar o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (entenda abaixo). Segundo o delegado, a ação desde domingo ocorreu após a polícia tomar conhecimento de ameaças de atos contra os Três Poderes, após a desmobilização dos acampamentos, na Esplanada dos Ministérios, no dia 14 de junho.

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