Com medo de ser preso, Abraham Weintraub fugiu para os Estados Unidos. Bolsonaro ajudou na fuga? Fronteira com EUA estão fechadas

Via Revista Forum

Weintraub, que é investigado pelo STF, fez postagem com origem em Miami, e provavelmente usou passaporte diplomático, mesmo não sendo mais ministro, para entrar no país; irmão confirma que ele está nos EUA

O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, já teria cumprido o que anunciou e fugido para os Estados Unidos.

Na manhã deste sábado (20), o ex-ministro fez uma postagem no Twitter e, nos detalhes da publicação, é informado que o tuíte foi feito de Miami, na Flórida.

O jornalista Guga Chacra, que vive nos EUA, questionou como Weintraub teria entrado legalmente no país por não ser residente permanente. “Mas como teria entrado no país? Não é residente permanente e tampouco cidadão. Portanto necessitaria duas semanas de quarentena em um terceiro país que aceite brasileiros e cujos viajantes sejam aceitos nos EUA. Turquia, por exemplo. Para Miami, direto, não faria sentido”, explicou Guga.

E prosseguiu: “Se entrou c/ passaporte diplomático de ministro, teria de atualizar o status imigratório assim q fosse exonerado. Necessitaria sair dos EUA novamente p/ pegar o visto p/ trabalhar no Banco Mundial qdo tiver aprovação e ingressar novamente nos EUA. Se não o fizer, estará irregular”.

Na sexta-feira (19), Weintraub já havia anunciado que fugiria. “A prioridade total é que eu saia do Brasil o quanto ante, Agora é evitar que me prendam, cadeião e me matem”, disse em entrevista à CNN Brasil.

Por 9 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter Weintraub na mira do inquérito que apura fake news disparadas contra integrantes da corte e seus familiares.

Weintraub é investigado por ter dito, na reunião ministerial de 22 de abril que, por ele, “botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF”. Além disso, ele é alvo de inquérito por racismo contra chineses.

Ao anunciar sua saída do MEC, Weintraub afirmou que foi indicado ao cargo de diretor executivo para o Banco Mundial. A nomeação, no entanto, precisa ser aceita pelos outros países que compõem o bloco com o Brasil.

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